GALERIA LUIZ CANARÁ
Exposição do artista Augusto Cardoso marca reabertura do espaço
Repórter: NEUZELIR MOREIRA | Edição: SECOM RR | Foto: Neto Figueredo

A reabertura da galeria de artes Luiz Canará, que fica no Anfiteatro do Parque Anauá, ocorre nesta sexta-feira, dia 29, às 19 horas e será marcada pela exposição de 45 telas do artista plástico Augusto Cardoso.

 

Intitulada ‘Trajetória Di Cardoso’, a exposição conta com obras inéditas e antigas do artista, produzidas de 1984 a 2017.

 

A exposição faz uma viagem no tempo e expõe a evolução de cores, técnicas e conceitos no trabalho do artista, e ficará aberta ao público até novembro, de terça a sábado das 10h às 20h.

 

Segundo Cardoso, algumas telas nunca foram restauradas e são originais e outras fazem parte de coleções passadas. “Todas estão disponíveis para comercialização”, complementou.

 

Durante a abertura da mostra, Cardoso vai assinar a obra ‘Makunaima, o Deus Macuxi’ que possui 4 metros de largura e 2 metros de altura. “Essa obra ficou pronta após três anos de produção e retrata o regionalismo local”, pontuou o artista.

 

Uma das obras inéditas é a de Jesus Cristo que retrata seus últimos momentos na terra. Outras antigas, como a pintura de frutas e bebidas, animais e paisagens.

 

A ‘Trajetória Di Cardoso’ percorrerá outros locais como Palácio da Cultura Nenê Macaggi, Palácio Senador Hélio Campos e um Shopping da cidade.

 

Segundo secretária de Cultura, Selma Mulinari, outras duas exposições foram realizadas durante os arraiais do Parque, porém, essa é a primeira exposição que marca a reabertura da galeria, até junho do ano que vem, mais quatro artistas locais terão a oportunidade de mostrar ao público os trabalhos.

 

“Para receber as exposições foi realizada uma revitalização completa na galeria com pintura, limpeza e instalação de ar condicionado. É um sonho da governadora reabrir esse espaço para que a população tenha acesso à arte, com a valorização dos artistas locais, e é mais um espaço do Parque aberto para visitação”, afirmou.

 

Selma ressalta ainda que os demais artistas que passarão a expor trabalhos a partir de novembro, já passaram pela seleção que ocorreu por meio de edital específico. “As demais exposições terão duração de dois meses cada”, adiantou.

 

SOBRE O ARTISTA – Augusto Cardoso é roraimense e artista autodidata. Começou a pintar aos 14 anos e tem 36 anos de profissão.

 

O artista possui obras expostas em museus e embaixadas no Brasil, Venezuela, Itália, Argentina, Holanda, Japão, França, Bélgica, Uruguai, Canadá, Áustria e Estados Unidos, mas para ele uma obra especial faz parte do acervo do Museu do Papa, no Vaticano, que é a tela de São Francisco em uma paisagem regional.

 

Em 1989, foi nomeado conselheiro estadual de Cultura. Entre 1995 e 1996 foi destaque na revista Amazônia Nossa. Ilustrou o Livro Fatos e Lendas dos Mistérios da Amazônia e é destaque no Livro de Talentos da Listel, com a Obra Macunaíma.

 

Recebeu Diploma de Reconhecimento do Rotary Club Boa Vista-RR; Honra ao Mérito e Notoriedade Cultural do Estado de Roraima; Destaque em 2002 pelo Triptico de São Francisco, com 18 m².

 

Possui obras em exposição permanente na Di Cardoso Galeria de Arte, em Boa Vista, e Galeria Palácio das Artes, em Manaus (AM). Destacam-se ainda a Via Sacra (15 peças) na Matriz de Nossa Senhora do Carmo e “São Francisco do Lavrado”, que compõem o Acervo do Museu do Vaticano.

 

Galeria homenageia artista roraimense

 

Luiz Carlos da Silva Mota nasceu em 19 de junho de 1953.  Filho do casal Cosme da Silva Mota e de América Clementina Mota e bisneto do Coronel Mota (João Capistriano da Silva Mota) que foi o primeiro superintendente de Boa Vista em 1890.

 

Adotou o nome artístico Luiz Canará, em homenagem a uma cordilheira situada às margens do rio Cotingo. Com estilo regionalista, pintou 25 telas, evidenciando aspectos culturais do Norte e traços etnográficos dos povos Yanomami.

 

Em 1995, Canará teve suas obras reconhecidas, com a oportunidade de expor pela primeira vez os trabalhos individuais. Algumas peças estão espalhadas na região Norte e Venezuela.

 

Uma das obras mais evidentes de Canará é o painel em concreto na praça Barreto Leite, no Centro, que retrata a chegada dos pioneiros a Roraima.

 

Canará era espiritualista da União Espírita do Vegetal e naturalista, são famosas as suas intervenções nos lavrados de Roraima, utilizando como base os cupinzais existentes em todo este ecossistema.

 

Escultor, pintor, desenhista, estilista, promotor, decorador e poeta, Luiz Canará expressava-se nas mais diversas formas de arte, sempre valorizando o ser humano e a natureza. Usou barro, gesso, cerâmica, pedra, talhadeira, lápis e pincel. Pintou índios, animais, cenas do cotidiano e a terra que amava.

 

Morreu em 13 de setembro de 1996, deixando um legado para as artes de Roraima.

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