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Na tarde desta quarta-feira (19), na Secretaria de Cultura (Secult), produtores culturais, liderados pelo produtor audiovisual e jornalista, Thiago Bríglia, dos mais diversos segmentos, estiveram com a equipe técnica para colaborar na gestão. Entre os assuntos em pauta, a participação da construção dos editais, planejamento e a discussão da Lei Orçamentária Anual (LOA). Estiveram presentes na reunião representantes do teatro, movimento folclórico, cantores, escritores, capoeiristas, músicos, lideranças indígenas e outros empreendedores do ramo.

O secretário de Cultura, Johnson Castro, explicou aos artistas sobre o planejamento da gestão para os próximos meses, além de gargalos impeditivos encontrados pela gestão que iniciou em 2019. Um deles é quanto as alíquotas e detalhes da Lei de Incentivo à Cultura que aguarda reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) para apreciação e votação. Outro ajuste, que necessita de certa urgência, é a eleição do novo Conselho de Cultura e lançamentos de editais de fomento que estão em fase de elaboração pela secretaria.

“Estamos trabalhando duro para resolver os gargalos. Essa iniciativa dos produtores procurarem a Secult para discussão é fantástica e saudável, pois mostra o interesse e organização do meio. Temos boa vontade para resolver, mas esbarramos na burocracia”, disse.

Castro disse ainda que a contribuição de ideias e soluções advindas dos produtores, ajudam a encontrar caminhos viáveis e fomenta a participação desses atores culturais, no sentido de fazer com que a cultura e a gestão sejam mais participativas.

O produtor cultural e jornalistas, Thiago Bríglia, que provocou o encontro com a Secult disse que já se percebe a boa vontade da Secretaria. “Foi uma reunião produtiva e os diversos segmentos artístico-culturais reforçaram a importância de políticas de fomento às artes e manifestações culturais. Nos detemos nas ações de difusão e produção, a partir do que está previsto na LOA 2020”, ressaltou.

Para os participantes da reunião, o Governo, por meio da Secult, tem a oportunidade de estreitar relações com os artistas que se dispuseram a contribuir na construção dos editais públicos, demanda solicitada no encontro.

“Não queremos que o foco seja apenas estrutural, com reforma e ampliação de espaços públicos. É necessário estimular a produção, garantido acesso aos meios e recursos para que possamos produzir arte e cultura com qualidade e que ela possa ser apreciada pelos roraimenses e em outras partes da do Brasil e do mundo. Defendemos que os recursos sejam investidos por meio de editais por segmentos culturais, voltados a pessoas físicas e jurídicas”, disse o escritor e jornalista Aldenor Pimentel.

Os artistas e produtores que participaram da reunião são os mesmos que fundamentaram a criação da Secult em 2008 transformada em Secretaria de Estado em 2013.

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