Quarta, 04 Setembro 2019 00:07

Secretaria de Cultura tem novo secretário

Novo secretário de Estado da Cultura, Marksjohnson Castro Ferreira

 

Nesta terça-feira (3), a Secretaria de Cultura (Secult), recebeu o novo titular da pasta. Trata-se do roraimense Marksjohnson Castro Ferreira, 27 anos. O membro mais novo do primeiro escalão do Governo, faz parte do Conselho Nacional de Juventude do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, no Grupo de Trabalho da Cultura. Ele respondia até então pela Promoção Cultural da Secult que deu início à realização do tradicional Arraial do Anauá, junto com a então secretária do Bem-Estar Social, Tânia Soares, com recursos e parcerias da iniciativa privada, adotando novo modelo de gestão econômica.

 

A Secult foi criada em 2013, e de lá para cá ainda tenta resolver problemas antigos relacionados à cultura material e imaterial, dos prédios do patrimônio e, principalmente atender ao clamor dos artistas e produtores de artes do Estado. Para o secretário é necessário melhorar o orçamento para resolver os problemas, mas esbarra na dificuldade ora apresentada pela crise migratória.

 

Há problemas antigos, como por exemplo, o da Casa da Cultura Madre Leotávia Zoller que já tem processo para restauração e aguarda disponibilidade orçamentária para prosseguimento de licitação. Ainda conseguir recuperar o antigo Teatro Carlos Gomes, palco de muitas histórias da cultura e que deu alegria a muitos artistas. Esse são alguns desafios que Marksjohnson vai enfrentar na Secult, mas confirmou que não fará nada sozinho, pois conta com o apoio dos artistas, servidores e do governador Antônio Denarium, que lhe confiou a pasta.

 

O secretário concedeu entrevista ao principal jornal impresso da cidade Folha de Boa Vista. Confira as respostas do secretário:

 

Folha BV: Onde a SECULT precisa melhorar?

R: O Governo de Roraima tem enfrentado com seriedade a grave crise financeira que herdou do passado e a forte onda migratória dos últimos anos. Esse cenário de crise demanda mais atenção financeira aos serviços públicos essenciais, o que pode prejudicar, num primeiro olhar, a cultura roraimense.

Por isso a atuação da Secretaria de Estado da Cultura deve ser proativa. Devemos oxigenar a gestão pública da Cultura com novas ideias e práticas, garantindo transparência e otimização dos recursos públicos.

O São João do Anauá, onde fui coordenador junto da Secretária Tânia Soares, é um exemplo desse novo modelo de gestão. Fizemos diversas parcerias público-privadas para garantir um evento seguro, familiar e que prestigiasse as tradições e o brilho das nossas quadrilhas juninas. Tudo isso com 82% a menos de recursos públicos, quando comparamos com a edição do evento de 2018.

 

Folha BV: Quais suas principais propostas?

R: Garantir meios de acesso à cultura é dever constitucional do Estado, e isso é uma preocupação do Governador Antônio Denarium. Por isso entendemos como fundamental a composição de um banco de projetos e a articulação de parcerias, públicas e privadas, cuja prioridade seja a revitalização dos nossos espaços culturais – que estão em situação calamitosa –, além do fortalecimento de políticas públicas voltadas à valorização dos bens culturais materiais e imateriais roraimenses, dos nossos artistas e grupos folclóricos que fazem da cultura um verdadeiro instrumento de transformação social.

Além disso é importante repensar a Lei Estadual de Incentivo à Cultura, no intuito ampliar as possibilidades de apoio às iniciativas artísticas-culturais e da economia criativa da cultura.

É importante que façamos uma gestão marcada pela participação e colaboração, principalmente dos segmentos culturais da sociedade civil. Entendo que o diálogo constante é fundamental para que a cultura de Roraima seja cada dia melhor.